A construção da Ponte Bioceânica, que ligará Carmelo Peralta (Paraguai) a Porto Murtinho (Brasil), avança a todo vapor e já está 76% concluída, segundo o último relatório técnico do Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC), correspondente a julho de 2025.

Este megaprojeto é um componente essencial da ambiciosa Rota Bioceânica, um projeto logístico que conectará o Oceano Atlântico ao Pacífico através do Chaco Paraguaio, facilitando o comércio internacional e impulsionando o desenvolvimento regional.
Avanços em acesso e estruturas principais
No lado paraguaio, as obras concentram-se na consolidação dos acessos à ponte. A primeira camada do aterro foi concluída e o material para a segunda camada, que suportará a futura via, está sendo carregado.
Além disso, as obras de instalação de dispositivos de segurança viária nos viadutos, como guias anticolisão e guias antissuicídio, estão em andamento, com progresso significativo até o vão 8 em ambos os lados. Barreiras de proteção também estão sendo instaladas e lajes pré-fabricadas para as calçadas da ponte estão sendo fabricadas.

Em relação às estruturas centrais, os pilares principais — as enormes colunas que sustentarão o tabuleiro — apresentam um progresso constante. No píer nº 13, do lado paraguaio, três aduelas já foram construídas e os primeiros cabos de estai foram colocados. Além disso, os mastros atingiram a 24ª de 27 subidas. No lado brasileiro, no píer nº 14, cinco aduelas de cada lado foram concluídas, todos os cabos de estai foram instalados e a altura final dos mastros foi atingida.

Uma obra que conecta mais que territórios
Financiada com recursos da Itaipu Binacional, na fronteira com o Paraguai, essa infraestrutura não só conectará dois países, como também abrirá uma nova Rota Bioceânica Rodoviária para a América do Sul. Seu impacto será sentido na logística regional, na competitividade do Paraguai e na integração entre as nações, transformando o cenário de comércio, conectividade e oportunidades em toda a região do Cone Sul.
Fonte: Mopc-PY

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