Obras de infraestrutura, tecnologia e reforço na segurança integram estratégia para preparar municípios da região para a conexão de Mato Grosso do Sul com Paraguai, Argentina e Chile.

“Fronteira não pode ser problema, e sim uma grande oportunidade ao Estado e ao Brasil.” A frase resume a visão defendida pelo governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição, para uma região que, nos últimos quatro anos, recebeu investimentos em infraestrutura, tecnologia, segurança e saúde.
Essa perspectiva ganha uma nova dimensão com a Rota Bioceânica. Em Porto Murtinho, a construção da ponte binacional na divisa com Carmelo Peralta coloca o município no centro da ligação planejada entre Mato Grosso do Sul, Paraguai, Argentina e Chile.
Para Riedel, a conexão abre possibilidades que vão além do transporte de mercadorias.
“Estamos olhando a Rota Bioceânica com carinho, já que vai fazer a conexão do Estado com Paraguai, Argentina e Chile, reduzindo a distância do Oceano Pacífico, rumo aos mercados asiáticos. Grandes oportunidades para exportação, importação de produtos, assim como turismo, lazer e cultura”, afirmou.
Porto Murtinho se prepara para uma nova realidade
A preparação das cidades que estarão diretamente ligadas ao corredor envolve investimentos em infraestrutura. Somente em Porto Murtinho, segundo o conteúdo apresentado, foram aplicados R$ 132 milhões nos últimos quatro anos.

O objetivo é preparar o município para as mudanças associadas à nova conexão internacional e às oportunidades econômicas esperadas com a Rota Bioceânica.
Outro polo da fronteira contemplado pelas ações é Ponta Porã, onde foi inaugurado, com apoio da gestão estadual, o primeiro Parque Tecnológico da cidade.
A proposta é ampliar o acesso a tecnologia, qualificação, capacitação e inovação, com atenção especialmente voltada aos jovens.
“Desta forma, abrimos grandes oportunidades econômicas e sociais para nossa fronteira”, disse Riedel.
Segurança reforçada na região
A estratégia para a fronteira inclui ainda o enfrentamento ao crime organizado. Foram investidos R$ 275,4 milhões nas forças de segurança, com aposta nos serviços de inteligência e na integração entre forças estaduais, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Receita e Forças Armadas.
No primeiro semestre de 2026, Mato Grosso do Sul apreendeu 309.216,51 quilos de drogas. No mesmo período de 2023, haviam sido apreendidos 206.030,33 quilos, diferença que corresponde a um crescimento de 50,08%.

A combinação entre infraestrutura, tecnologia e segurança coloca os municípios da fronteira diante de uma transformação que, na visão apresentada pela gestão estadual, deve permitir que uma região historicamente associada aos desafios da divisa internacional também seja encarada pela perspectiva das oportunidades econômicas e sociais abertas pela integração com os países vizinhos e pela Rota Bioceânica.
Fonte: Comunicação Eduardo Riedel


