
Plano de Eduardo Riedel propõe integrar natureza, cultura, gastronomia, artesanato, eventos e experiências comunitárias para transformar mais municípios em destinos e ampliar o desenvolvimento regional.

Para quem vive em um município com patrimônio natural, cultural ou gastronômico ainda pouco conectado aos roteiros de viagem, o turismo pode significar mais do que receber visitantes. Pode abrir espaço para serviços, artesanato, gastronomia, economia criativa e novas formas de apresentar a identidade local. É nessa escala — a da atividade que chega aos trabalhadores, empreendedores e comunidades — que o governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição, pretende ampliar o mapa turístico de Mato Grosso do Sul.
O Plano de Governo de Eduardo Riedel propõe levar o turismo de Mato Grosso do Sul além do eixo Bonito–Pantanal, integrando natureza, cultura, gastronomia, artesanato, negócios, eventos e experiências comunitárias. A estratégia prevê estruturar rotas estaduais, atrair investimentos, ampliar a promoção nacional e internacional, qualificar serviços e incorporar tecnologia, buscando distribuir por mais regiões as oportunidades de emprego, atividade econômica e valorização da cultura local associadas ao setor.
O ponto de partida do Plano de Governo 2027–2030 é uma força já reconhecida pelo próprio documento: Bonito e Pantanal aparecem como destinos consolidados, associados à projeção de Mato Grosso do Sul como referência nacional em turismo de natureza e sustentabilidade. “A proposta agora é fazer com que outras regiões também participem de uma cadeia capaz de movimentar cultura, serviços, gastronomia, artesanato, eventos e investimentos”, explica o governador.
A estratégia se encaixa na visão mais ampla apresentada por Riedel para o próximo ciclo: crescimento econômico, responsabilidade ambiental, infraestrutura e gestão pública devem funcionar como instrumentos para ampliar oportunidades e melhorar a vida das pessoas. No turismo, essa lógica ganha uma tradução territorial. Em vez de tratar Bonito e Pantanal como pontos finais de uma política já consolidada, o plano os coloca como base para uma etapa de diversificação.
Um mapa turístico mais largo
A consolidação do turismo sul-mato-grossense está ligado à valorização dos ativos naturais e culturais, ao fortalecimento das políticas estaduais de promoção turística e à ampliação da infraestrutura para o setor. Outro fator relevante é a capacidade de atrair eventos e investimentos. Para Riedel, o turismo deve ser encarado como uma atividade importante para trazer recursos de outros estados e países para Mato Grosso do Sul.
A mudança proposta está no alcance dessa política. Riedel pretende desenvolver produtos turísticos também em municípios fora do eixo Bonito–Pantanal e promover maior integração entre municípios e regiões turísticas. O objetivo é transformar o turismo em vetor permanente de desenvolvimento regional, geração de emprego, valorização da cultura local e atração de investimentos.
Essa formulação desloca o turismo de uma lógica concentrada nos destinos consagrados para outra baseada em redes. O plano propõe integrar e estruturar rotas estaduais, reunindo diferentes vocações em uma mesma estratégia: natureza, cultura, gastronomia, experiências e atividades de base comunitária. “A ideia é ampliar os motivos para conhecer Mato Grosso do Sul e, ao mesmo tempo, fazer com que a atividade turística alcance uma parcela maior de seu território”, pontua o governador.
A estratégia, portanto, inclui diversificar a oferta para além dos polos já conhecidos e ampliar territorialmente as oportunidades ligadas ao turismo. E essa expansão está associada tanto à estruturação de rotas quanto à qualificação de serviços, à promoção turística e à atração de investimento privado.
Da paisagem à identidade local
A diversificação defendida pelo Plano de Governo não se limita à abertura de novos destinos de natureza. A proposta inclui fortalecer o turismo cultural, étnico, gastronômico, de experiência e de base comunitária. Ao reunir essas modalidades, a estratégia aproxima o turismo de atividades e expressões que pertencem à vida das comunidades e que podem ganhar maior espaço quando passam a integrar uma experiência turística organizada.
É nesse ponto que gastronomia, artesanato, economia criativa e serviços aparecem como partes da mesma cadeia. O plano vincula a expansão do setor à valorização da cultura local e ao fortalecimento dessas atividades associadas. Para uma comunidade, isso pode significar que aquilo que expressa sua identidade — a cultura, o fazer artesanal, a gastronomia ou uma experiência ligada ao território — também encontre espaço na economia movimentada pelo turismo.
A proposta guarda relação com um princípio mais amplo do Plano de Governo: transformar as vocações de Mato Grosso do Sul em oportunidades, mantendo a sustentabilidade como parte do desenvolvimento. No turismo, Riedel propõe consolidar o Estado como destino global sustentável ao mesmo tempo em que amplia a diversidade de produtos oferecidos e procura distribuir essa atividade entre mais regiões.
A abertura de novos destinos também aparece ligada à qualidade da experiência oferecida. O plano prevê fortalecer a qualificação dos serviços turísticos, estimular a inovação e incorporar a transformação digital ao setor. Assim, a estratégia não se resume a divulgar novos lugares: pretende combinar promoção, estruturação de rotas e preparação dos serviços que participarão dessa expansão.
Negócios e eventos entram na rota
Outra frente é o turismo de negócios e eventos. O Plano de Governo inclui a expansão desse segmento entre as ações propostas para o próximo mandato e relaciona o turismo à capacidade de atrair recursos de fora de Mato Grosso do Sul. A aposta amplia o conceito do setor para além das viagens motivadas pela natureza e reforça sua inserção na estratégia de diversificação econômica do Estado.
Ao incorporar negócios e eventos, a proposta acrescenta mais uma frente à cadeia que o próprio documento associa a gastronomia, artesanato, economia criativa e serviços. “A intenção é fazer com que diferentes atividades econômicas possam participar da expansão do turismo e de sua integração às regiões”, aponta o governador.
Riedel também propõe incentivar investimentos privados no setor e ampliar a promoção nacional e internacional do destino Mato Grosso do Sul. As duas frentes caminham juntas: de um lado, busca-se ampliar a presença do Estado nos mercados turísticos; de outro, criar espaço para novos investimentos relacionados ao crescimento e à diversificação dessa atividade.
A qualificação completa esse desenho. O Plano de Governo prevê fortalecer os serviços turísticos e estimular inovação e transformação digital. “A disputa por novos visitantes passa não apenas pela promoção dos atrativos, mas também pela organização e modernização da atividade turística”, complementa o candidato.
A próxima etapa
O turismo ocupa, assim, um lugar particular no projeto de desenvolvimento apresentado por Riedel. O Plano de Governo não propõe substituir os destinos que já projetam Mato Grosso do Sul. Bonito e Pantanal permanecem como referências. O que muda é a ambição territorial: fazer com que a força acumulada pelo turismo de natureza e sustentabilidade sirva de base para incorporar outras experiências, culturas e atividades econômicas ao mapa de destinos.
Riedel pretende combinar promoção turística, investimento privado, qualificação, tecnologia, negócios, eventos e valorização cultural para ampliar territorialmente as oportunidades criadas pelo setor. É uma tentativa de fazer o turismo ultrapassar a imagem dos cartões-postais mais conhecidos e funcionar como uma rede de desenvolvimento regional.
Para quem vive fora dos destinos tradicionais, é aí que a proposta ganha sua medida mais concreta. O resultado pretendido não está apenas em colocar novos pontos no mapa turístico, mas em abrir espaço para que natureza, cultura, gastronomia, artesanato e serviços se convertam em emprego, atividade econômica, investimento e valorização da identidade local. Se essa expansão ganhar escala, o turismo de Mato Grosso do Sul poderá continuar tendo em Bonito e no Pantanal suas grandes vitrines — sem terminar neles.
Fonte: Assessoria Eduardo Riedel

