Ministério dos Transportes apresenta na B3 carteira para reativar ferrovias ociosas e implantar terminais logísticos

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Novo modelo abre caminho para chamamentos públicos em cerca de 10 mil quilômetros de trechos sem operação.

Sete trechos de shortlines integram a carteira para retomada da operação ferroviária e conexão com a malha nacional. – Foto: Jerônimo Gonzalez/MT

Cerca de 10 mil quilômetros de ferrovias atualmente subutilizadas poderão voltar a integrar a rede de transportes do país com a participação da iniciativa privada.

O Ministério dos Transportes apresentou, nesta terça-feira (15), na B3, em São Paulo, o novo modelo de chamamento público para exploração de trechos ferroviários ociosos, desativados ou em processo de devolução.

A iniciativa tem como referência a modelagem desenvolvida para o Corredor Minas-Rio, trecho de aproximadamente 700 quilômetros voltado ao transporte de produtos siderúrgicos e café. Validado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em agosto, o formato poderá ser adotado em outros trechos da malha ferroviária nacional. O leilão do corredor Minas-Rio ocorrerá dia 17 de dezembro na B3.

Foto: Jerônimo Gonzalez/MT

O novo modelo permite que empresas privadas explorem a malha ferroviária pública por meio de contratos de autorização. O chamamento público servirá para identificar empresas interessadas em reativar a operação dos trechos subutilizados.

Nos chamamentos, a empresa que vencer o leilão deverá apresentar, em até dois anos, um projeto com Plano de Requalificação da Malha (PREC). A recuperação do trecho poderá contar com recursos do orçamento federal ou investimentos privados cruzados. Neste caso, haverá procedimento competitivo simplificado para disputa em que vencerá a empresa que exigir menor aporte público, assegurado o ressarcimento do autorizatario original pelos custos incorridos caso outra empresa assuma o contrato. Outra possibilidade é a exploração sem aporte público. Em ambos modelos, os contratos têm prazo de 99 anos.

Trechos em shortlines

A carteira inclui sete trechos de shortlines, ferrovias de menor extensão que podem ser destinadas ao transporte de cargas ou passageiros e conectadas às linhas estruturantes da malha ferroviária nacional. Além do Corredor Minas-Rio, os projetos previstos para chamamento público são:

  • * General Carneiro (Sabará/MG) – Miguel Burnier (Ouro Preto/MG)
  • * Aguaí/SP – Bauxita (Ramal de Poços de Caldas/MG)
  • * Brasília/DF – Luziânia/GO
  • * Campina Grande/PB – Cabedelo/PB
  • * Roncador Novo/GO – Jardim Ingá/GO
  • * Santo Ângelo/RS – Santa Rosa/RS
  • * Cruz Alta/RS – Santo Ângelo/RS

Terminais logísticos

No dia 3 de dezembro de 2026, a B3, em São Paulo, receberá o leilão de cinco terminais logísticos integrados à Ferrovia Norte-Sul, sendo dois destinados à movimentação de granéis agrícolas e três a granéis líquidos, localizados em Palmeirante e Porto Nacional, no Tocantins.

Foto: Infrasa divulgação

Além destes terminais ferroviários, áreas para implantação e exploração de terminais logísticos ao longo da Ferrovia Norte-Sul serão oferecidas em plataforma permanente na B3. As áreas disponíveis estão relacionadas à integração da ferrovia com cadeias produtivas, centros de armazenagem e outros modais de transporte.

As áreas estão localizadas em 12 pátios ferroviários ao longo da Ferrovia Norte-Sul, nos estados do Tocantins, Goiás e São Paulo.

A oferta dessas áreas integra o novo marco regulatório para terminais, pátios e áreas de armazenagem, que estabelece regras para a exploração dos espaços ferroviários.

 

Fonte: Ministério dos Transportes

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