Dobradinha da direita petista (Catan e Trad) com bonecos e fakes

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Apesar de um ser petista e outro bolsonarista, dois candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul estão praticamente reproduzindo a mesma campanha.

Identidade visual da websérie “V de Verdade – Em terra de fatos, fake não tem vez”

Um “lado oposto” que só existe no papel. Os candidatos Fábio Trad (PT) e João Henrique Catan (Partido Novo), evitam se atacar e passaram a ser beneficiados pela circulação de conteúdos destinados a atingir a reputação do governador Eduardo Riedel (Progressistas), com um elo entre eles: bonequinhos de IA (Inteligência Artificial) e acusações sem provas, o que para muitos não passam de “fake News”.

Como ataques com bonecos toscos, ganharam destaque os desenhos, ou animações, produzidas com recursos digitais nas quais pequenos personagens — verdadeiros “bonequinhos” virtuais — protagonizam situações criadas para ridicularizar, insinuar irregularidades ou associar Riedel a características negativas.

A sátira política faz parte da democracia e a crítica aos governantes e candidatos é não apenas legítima, mas indispensável. A fronteira começa a ser ultrapassada quando a tecnologia deixa de servir ao debate de ideias para se transformar em uma fábrica de insinuações, manipulações e ataques pessoais — especialmente quando o conteúdo circula sem deixar claro quem o produziu, quem pagou por ele ou qual interesse político está por trás da mensagem.

A transformação da campanha eleitoral numa sucessão de bonequinhos, insinuações e peças cuja procedência nem sempre é transparente empobrece justamente aquilo que deveria ser o centro de uma eleição: a comparação entre projetos para a sociedade.

Em vez de responder como pretende melhorar a saúde, a educação, a segurança, a economia ou a infraestrutura, torna-se tentador fabricar o próximo personagem, a próxima piada, a próxima associação maliciosa contra o adversário.

TSE lança campanha para ajudar eleitores a desvendar conteúdos falsos

Com foco no combate à desinformação, a websérie “V de Verdade – Em terra de fatos, fake não tem vez” foi divulgada nas redes sociais e nos principais veículos de comunicação.

Os 5Vs

Segue, abaixo, o que são, em detalhes, os 5 Vs:

Volume: explica a imensa quantidade de informações e conteúdos que circulam diariamente na internet, dificultando a distinção entre o que é verdadeiro e o que não é.

Variedade: a variedade de temas e assuntos a que estamos expostos nas redes é imensa. Além disso, a informação pode chegar em diferentes formatos e telas, o que dificulta identificar mentiras ou falsas informações.

Velocidade: aborda a rapidez com que a desinformação é produzida, publicada e compartilhada, muitas vezes superando a velocidade da checagem de fatos ou do cérebro de raciocinar sobre as notícias falsas ou verdadeiras.

Viralidade: foca na capacidade de certos conteúdos fabricados de se espalharem rapidamente, atingindo um grande contingente de pessoas em pouco tempo.

Verossimilhança: trata da forma como a informação produzida com conteúdo artificial – ou cortes inadequados – é criada para parecer verdadeira. É a capacidade de um conteúdo falso ou sintético de imitar algo real, com elementos que o tornam crível para quem o consome, com o uso crescente da inteligência artificial.

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