A nova Ponte Bioceânica entre o Paraguai e o Brasil garante máxima segurança estrutural e é impossível de sobrecarregar, afirmou o engenheiro Guillermo Capellán, projetista e chefe de supervisão do Consórcio JYI.

Projetada segundo as normas da AASHTO (Associação Americana de Autoridades Rodoviárias), ele enfatizou que “as cargas reais que serão utilizadas não devem apresentar problemas”.
Como especialista técnico responsável pela inspeção, Capellán afirmou que a estrutura atende aos rigorosos padrões internacionais de segurança. “As cargas de projeto estão bem acima das cargas de serviço”, explicou o especialista, enfatizando que o viaduto suportará facilmente o tráfego diário de veículos pesados sem a necessidade de restrições de tráfego.

Citações sobre resistência estrutural e progresso
Em relação ao teste de carga prévio à inauguração, o engenheiro enfatizou a robustez da infraestrutura: “Será muito difícil colocar todos os veículos necessários na ponte. Mesmo com todos eles, provavelmente só conseguiremos atingir, no máximo, 50% ou 60% da carga.” Portanto, ele descreveu atingir a capacidade máxima de carga como “virtualmente impossível”.

A recente conexão das duas frentes de construção marcou o marco mais significativo do projeto. A respeito, o profissional afirmou: “A partir de agora, restam apenas trabalhos de acabamento e ajustes, mas do ponto de vista estrutural, já superamos a fase de maior incerteza e complexidade”, passando assim para pequenos trabalhos de acabamento e a instalação de equipamentos de segurança.
Conclusão das obras e contexto regional
As etapas finais incluem a pavimentação asfáltica, a instalação de barreiras, iluminação e sinalização. Embora o cronograma final esteja sujeito à aprovação das autoridades, o especialista expressou a expectativa de conclusão ainda este ano, enquanto pequenos ajustes estão sendo finalizados para garantir a segurança de todos os usuários.

A via terá inicialmente uma faixa em cada sentido, mas seu projeto permite a expansão futura para quatro faixas sem modificar as fundações. Capellán também elogiou os cinco anos de trabalho técnico invisível: “Hoje todos veem a magnitude da ponte, mas por trás dela houve anos de planejamento e fundações com mais de 40 metros de profundidade”, concluiu.
Este projeto é um elo fundamental na Rota Bioceânica que ligará os oceanos Atlântico e Pacífico. Financiado pela parte paraguaia da Usina Hidrelétrica Binacional de Itaipu, o projeto visa consolidar a integração logística e comercial entre Paraguai, Brasil, Argentina e Chile, impulsionando decisivamente o desenvolvimento econômico, a conectividade territorial e o transporte internacional em toda a região da América do Sul.
Fonte: Mopc-PY


