Plano de outorga da ferrovia foi publicado no Diário Oficial da União desta terça (9); previsão é de que edital saia em agosto.

Ministério dos Transportes publicou, nesta terça-feira (9) no Diário Oficial da União (DOU), a aprovação do Plano de Outorgas da Malha Oeste, etapa que permite o avanço da nova concessão de uma das ferrovias mais estratégicas para a logística nacional.
Com a aprovação, o processo segue para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e depois para o Tribunal de Contas da União (TCU). Após a análise dos órgãos competentes, a expectativa é de que o edital seja publicado em agosto deste ano.
O projeto prevê investimentos totais de até R$ 29 bilhões ao longo de 57 anos de concessão. A modelagem foi estruturada em três opções de configuração e considera, inicialmente, a concessão integral da ferrovia, garantindo a continuidade operacional de toda a malha.

O novo modelo inclui diretrizes para a recuperação gradual da ferrovia, além de mecanismos para o acompanhamento do desempenho operacional e a adoção de medidas voltadas à sustentabilidade e à resiliência climática. A expectativa é garantir uma operação mais eficiente e maior segurança para os investimentos ao longo da concessão.
Rota estratégica
A Malha Oeste conecta os municípios de Mairinque (SP) e Corumbá (MS), e forma um importante corredor logístico para o transporte de cargas no Centro-Oeste.

A ferrovia também possui potencial para ampliar a integração com países vizinhos, como Bolívia e Paraguai, constituindo parte significativa da Rota Bioceânica entre Santos e Antofagasta (Chile), além de fortalecer a conexão do Porto de Santos e futuras ligações ferroviárias com os portos do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.
Considerada uma ferrovia estratégica para o desenvolvimento do país, a Malha Oeste desempenha papel relevante no escoamento da produção e na integração regional. A modernização da malha irá aumentar a eficiência do transporte de cargas, reduzir custos logísticos e ampliar a competitividade da economia brasileira, além de contribuir para uma matriz de transporte mais sustentável.
Fonte: Ministério dos Transportes

.gif)
