Por Toninho Ruiz| A grandiosa obra da Rota Bioceânica está a um passo histórico de conectar Brasil e Paraguai.

Nesta quinta-feira santa (02), reportagem por terra e pelo ar registrou que restam apenas 46 metros para fechar o vão central da ponte internacional (Ponte Bioceânica) sobre o Rio Paraguai — estrutura fundamental da passarela que integrará os dois países.

A ligação faz parte do corredor logístico que unirá Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, levando a produção sul-americana até os portos do norte chileno no Oceano Pacífico, reduzindo custos de transporte e ampliando a competitividade das exportações para os mercados asiáticos.

Os trabalhadores estão em recesso da Semana Santa e retornam na segunda-feira (06), quando retomam os trabalhos intensivos de concretagem e avanço da estrutura no meio do rio. A previsão é que a união física das duas pontas da ponte Bioceânica ocorra no início de maio.

A obra é executada pelo Consórcio PYBRA, liderado pelo engenheiro civil paraguaio Renê Gomez, com equipes trabalhando em ritmo acelerado aproveitando o período de clima seco.
A construção e andamento da ponte é fiscalizado pelos profissionais da engenharia civil do Paraguay, do Ministério de Obras Públicas e Comunicações, MOPC.

Enquanto isso, do lado brasileiro, segue os trabalhos de montagem dos viadutos de acesso com pilares e vigas de concreto, executados pelo Consórcio PDC Fronteira, em obra contratada e fiscalizada pelo DNIT.No lado paraguaio, continuam os serviços de aterro hidráulico para o acesso de cerca de 4 km até a Ruta PY-15, a espinha dorsal da Rota Bioceânica no Chaco paraguaio.

Com apenas 46 metros restantes, a integração física entre Brasil e Paraguai entra em sua reta decisiva — um marco histórico para o comércio e a logística da América do Sul.
A Ponte Bioceânica é uma das obras emblemáticas financiadas pela Itaipu Binacional e peça-chave da Rota Bioceânica, que conectará o Oceano Atlântico ao Pacífico.

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