A Ministra de Obras Públicas e Comunicações, Eng.ª Claudia Centurión, participou como palestrante do debate “Rotas Estratégicas: Rumo a um Paraguai Conectado ao Mundo”, organizado pelo Executives Club como parte de sua série Clima de Negócios, para comemorar o 25º aniversário da instituição.

Acompanhado por outros líderes dos setores de produção e construção, como Alfred Fast, presidente da Federação de Cooperativas de Produção (FECOPROD), e Paul Sarubbi, presidente da Câmara Paraguaia de Estradas (CAVIALPA), Centurión ofereceu uma visão abrangente do presente e do futuro da infraestrutura rodoviária como motor de desenvolvimento, com ênfase no Corredor Bioceânico e seu impacto estratégico.
Uma visão de longo prazo
A chefe do Ministério de Obras Públicas e Transportes (MOPC) lembrou que o projeto está em desenvolvimento há mais de duas décadas. “Dez anos atrás, recebi uma carteira de projetos estratégicos, e um dos principais era o Corredor Bioceânico, com a firme determinação de levá-lo adiante”, lembrou.

Nesse sentido, destacou a decisão política que permitiu avançar num momento em que os estudos técnicos ainda não justificavam o investimento. “Lembro-me de que o então Ministro da Fazenda, hoje Presidente Santiago Peña Nieto, disse ao seu assessor: ‘Você vai escrever que o projeto é viável. Eu assumo a responsabilidade pela sua execução, dada a sua importância geopolítica'”, relatou.
Para o chefe da pasta de Estado, essa determinação foi fundamental para moldar “um sonho ambicioso de integração” que já abrange três governos e está “apenas começando”.
Progresso concreto e liderança local
Durante seu discurso, a ministra detalhou o andamento físico do projeto, incluindo a ponte internacional em Carmelo Peralta — 75% concluída e um investimento de mais de US$ 80 milhões — e a recente assinatura do contrato para construir a via de acesso da cabeça de ponte ao corredor, avaliada em US$ 16 milhões.

Por fim, ele argumentou que conectividade não se trata apenas de infraestrutura. “A Rota Bioceânica é o ponto de partida para um novo Paraguai, mais conectado, mais equitativo e com oportunidades reais para todos. E isso exige que estejamos à altura da situação, com comprometimento e visão de longo prazo.”
Um projeto de país
O primeiro trecho do corredor — já concluído — representou um investimento de US$ 440 milhões. Já o terceiro trecho, atualmente em construção, abrange mais de 270 quilômetros e está dividido em quatro trechos liderados por consórcios paraguaios, com uma conclusão atual de 20%.
Paul Sarubbi, presidente da CAVIALPA, considerou que projetos desta magnitude demonstram a capacidade do setor nacional: “Hoje, 95% dos grandes projetos são realizados por empresas paraguaias. A profissionalização do setor e o investimento em tecnologia nos permitem competir e demonstrar qualidade”, afirmou.
Por sua vez, Alfred Fast, presidente da FECOPROD, destacou o valor estratégico do corredor para as exportações: “Economizamos tempo, e isso é fundamental. Essa conexão com o Pacífico abre oportunidades para os mercados andino e asiático. É fundamental considerar a relação custo-benefício da logística.”
Fonte: Mopc-PY


