Dia Mundial do Petróleo: o papel estratégico dos portos na rede que abastece o país

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Do alto-mar aos postos de combustíveis, uma extensa rede de portos e terminais ajuda a manter o país em movimento.

Portos e terminais aquaviários conectam a produção de petróleo em alto-mar às etapas de processamento, distribuição e abastecimento do país. – Imagem: Divulgação/MPor

O petróleo está presente em diferentes momentos do dia a dia do país e em setores essenciais para a economia e para a vida das pessoas. Mas para que seus derivados cheguem a consumidores e empresas, porém, é preciso uma infraestrutura capaz de movimentar grandes volumes entre diferentes pontos do país e do mundo, com eficiência, previsibilidade e segurança. Nesse sistema, portos e terminais têm papel estratégico, ao conectar áreas produtoras, instalações de processamento e mercados consumidores.

Neste Dia Mundial do Petróleo, celebrado em 29 de setembro, os portos brasileiros ajudam a contar uma parte importante da história dessa cadeia no país. Em 2025, foram movimentadas 221,7 milhões de toneladas de petróleo bruto e outras 84,7 milhões de toneladas de produtos refinados, como gasolina, diesel, querosene e lubrificantes. Juntos, os dois segmentos somaram 306,4 milhões de toneladas, cerca de 22% de toda a movimentação portuária brasileira no ano, segundo dados do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Do mar aos terminais

O petróleo bruto é o óleo extraído dos poços e ainda não processado em refinarias. Depois de produzido, precisa ser transportado, armazenado e transferido até instalações capazes de processá-lo ou encaminhá-lo para outros mercados.

Parte desse fluxo tem origem na chamada Zona Econômica Exclusiva (ZEE) e na plataforma continental; extensa área sob jurisdição brasileira, que se estende para além da faixa litorânea e que é conectada a estruturas em terra pelo transporte marítimo.

Os dados da Antaq mostram a dimensão desse movimento: em 2025, a categoria ZEE/Plataforma Continental foi a principal origem registrada na cabotagem, com 141,1 milhões de toneladas.

Ao chegar à costa, o petróleo passa por uma rede de terminais aquaviários que permite receber, armazenar e transferir grandes volumes. Entre os principais pontos de movimentação de petróleo bruto em 2025 estiveram os terminais aquaviários de Angra dos Reis (RJ), com 68 milhões de toneladas; de Açu (RJ), com 60,4 milhões; e de São Sebastião (SP), com 43,2 milhões. Outros destaques foram os terminais aquaviários de Madre de Deus (BA), com 12,2 milhões de toneladas; e de São Francisco do Sul (SC), com 10,2 milhões. Toda essa movimentação representou um crescimento de 8,96% frente a 2024.

Do petróleo aos derivados

Depois do refino, começa uma nova etapa da cadeia logística. Gasolina, diesel, querosene de aviação, lubrificantes e outros produtos precisam ser armazenados e distribuídos para diferentes regiões do país. Nesse percurso, os terminais aquaviários voltam a ter papel importante, funcionando como pontos de conexão entre as áreas de produção, os centros de distribuição e os mercados consumidores.

A dimensão dessa rede aparece nos dados de movimentação. Em 2025, os portos brasileiros movimentaram 84,7 milhões de toneladas de produtos refinados. Entre os principais pontos desse fluxo estiveram os terminais aquaviários de São Sebastião (SP), com 10,8 milhões de toneladas; Santos (SP), com 9,7 milhões; Itaqui (MA), com 8,7 milhões; Madre de Deus (BA), com 7,9 milhões; e Suape (PE), com 7,1 milhões.

O movimento também cresceu em relação ao ano anterior, com aumento de 3,33%.

Uma rede que conecta o país

A infraestrutura portuária também é fundamental para distribuir produtos dentro do próprio território nacional. É nesse ponto que ganha importância a cabotagem, transporte de cargas entre portos ou pontos do território brasileiro.

Em 2025, a modalidade movimentou 222,9 milhões de toneladas no país, segundo dados da Antaq. Petróleo e derivados tiveram participação predominante, com 169 milhões de toneladas, cerca de 75,8% do total.

A predominância dos produtos ligados ao petróleo ajuda a mostrar que a cabotagem não se limita ao transporte de mercadorias entre portos. Ela integra diferentes etapas da cadeia de abastecimento, conectando áreas produtoras, instalações de processamento, terminais de distribuição e mercados consumidores.

A dimensão dessa cadeia ajuda a explicar por que a infraestrutura portuária é fundamental para o setor de petróleo. Mais do que pontos de embarque e desembarque, portos e terminais funcionam como elos entre a produção em alto-mar (offshore), o processamento, a distribuição e o consumo. É por essa rede que o petróleo sai do mar e percorre diferentes caminhos até chegar aos setores que movimentam a economia e fazem parte da vida das pessoas.

 

Fonte: Comunicação Ministério de Portos e Aeroportos

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