Com 62% dos brasileiros desengajados no trabalho, algumas empresas decidiram construir uma cultura diferente

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Por Matheus Rios| Tem uma pergunta simples que a maioria das empresas quase nunca faz: ‘os nossos colaboradores acordam animados para trabalhar na segunda-feira?’ Os números sugerem que, na maior parte dos casos, a resposta é não.

Suely Almoas, presidente da Digix.

Uma pesquisa da McKinsey realizada em 2023 apontou que 62% dos colaboradores brasileiros não estão engajados em seus empregos. Já um levantamento da Pluxee com mais de 23 mil trabalhadores no Brasil, publicado em 2024, mostrou que os brasileiros estão 9% mais insatisfeitos no trabalho do que a média global.

Esses números têm nome, têm corpo, têm rotina; são pessoas que passam a maior parte de seu dia em um lugar onde não se sentem valorizadas e isso tem consequências reais sobre saúde, produtividade e qualidade de vida.

Weila Escobar, analista de cuidado ao cliente da Digix, pode afirmar que o ambiente de trabalho nunca foi um detalhe e sim um fator essencial para a sua qualidade de vida e, consequentemente, para a sua saúde.

Weila Escobar, analista de cuidado ao cliente da Digix. Foto:Digix divulgação

Após um período intenso em um escritório que exigia presença física e que resultou em alguns prejuízos à sua saúde, Weila encontrou na Digix, flexibilidade e benefícios pensados para que as pessoas trabalhem de uma maneira mais saudável.

“Para mim, o trabalho híbrido nunca foi apenas sobre conforto, mas sobre sobrevivência e cuidado. Convivo com a endometriose profunda e já enfrentei três cirurgias. O modelo presencial era um carrasco para o meu corpo. Em casa, pude finalmente alinhar o tratamento à produtividade. Trabalhar neste modelo permitiu que eu cuidasse da minha saúde física de forma contínua, algo que a rigidez de um escritório jamais permitiu.”

A experiência de Weila encontra respaldo nos dados. Um estudo da Universidade de Oxford mostrou que pessoas felizes no trabalho são 13% mais produtivas. Ou seja, cuidar das pessoas não é só o certo a fazer, mas também o mais inteligente.

A Digix, empresa que desenvolve softwares para a gestão pública, decidiu construir sua cultura em cima dessa premissa desde a sua criação e, assim, beneficiar os 768 colaboradores que atuam espalhados pelo Brasil.

“Quando criamos a Digix, queríamos um lugar onde as pessoas fossem felizes na segunda-feira. Isso parece simples, mas exige decisões difíceis todo dia, sobre como a gente lidera, como resolve conflitos, como olha para cada pessoa como um ser humano inteiro e não só como um recurso”, relembrou Suely Almoas, presidente da Digix.

Esse cuidado tem se traduzido em práticas concretas e benefícios que acompanham a vida real das pessoas e uma cultura que entende que o bem-estar não é um projeto paralelo ao negócio, mas sim parte dele.

O reconhecimento veio de fora

Certificadoras independentes que medem o que acontece de verdade dentro das organizações confirmaram o que os colaboradores da Digix já sabiam.

A Great Place to Work (GPTW) certificou a Digix como a 25ª melhor empresa para se trabalhar no Centro-Oeste, entre 71 organizações premiadas na região.

A GPTW é uma das certificações mais respeitadas do mundo quando o assunto é ambiente de trabalho. O diferencial está em quem avalia: são os próprios colaboradores que respondem, de forma anônima e confidencial, a uma pesquisa que mede confiança na liderança, camaradagem, orgulho de pertencer à organização e percepção de justiça.

Já a Humanizadas concedeu à Digix o rating BBB+ e quatro selos que avaliam o impacto real da organização sobre as pessoas ao seu redor: Best for Humanity (Melhores para a Humanidade); We Care for Stakeholders (Cuidamos dos Stakeholders); We Care for Customers (Cuidamos dos Clientes); We Care for Well-Being (Cuidamos do Bem-Estar).

Diferente de outros selos de clima, a Humanizadas mede não só a percepção interna dos colaboradores, mas o impacto da empresa sobre clientes, fornecedores e sociedade.

Para Suely Almoas, os prêmios são consequência de uma escolha feita lá no começo.

“Isso comprova que estamos no caminho certo e que o mundo dos negócios precisa de mais empresas que entendam que a segunda-feira pode ser um bom dia. Só depende de escolhas que as empresas fazem muito antes de o colaborador iniciar o expediente”, afirma.

 

 

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