Agroindústrias atendidas pelo Senar/MS movimentam economia de Bonito

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Integração entre produtores amplia mercado e fortalece renda local na região turística.

26 agroindústrias são atendidas pelo Senar/MS nos municípios de Bonito, Jardim e Guia Lopes da Laguna (Foto: Michael Franco)

Na Cachaçaria DiBonito, em Bonito, as prateleiras vão além dos rótulos próprios que consolidaram o empreendimento de Júnior Esterquile e do sócio Hamilton. O espaço também reúne uma variedade de produtos regionais, como molhos de pimenta, rapaduras e doces de leite, produzidos por outras agroindústrias atendidas pelo Senar/MS na região. A prática mostra a integração entre produtores como estratégia para ampliar mercado e impulsionar a economia local, dinâmica cada vez mais presente no município.

Ao todo, são 26 empresas acompanhadas pela ATeG Agroindústria do Senar/MS na região, sendo oito em Bonito, oito em Jardim e 10 em Guia Lopes da Laguna. Júnior é um deles e um elo importante dessa rede. Estabilizado no mercado local, faz questão de abrir espaço para os produtos dos parceiros, transformando o próprio ponto de venda em uma vitrine coletiva. A estratégia contribui diretamente para a circulação de renda no município.

“Para a gente, é fundamental ter os nossos parceiros, porque isso agrega valor no nosso produto também. Uma pessoa que vai levar uma cachaça, se ela já leva um doce que combina, ela quer algo regional. E a gente confia, porque sabe como esses produtores são atendidos, conhece a qualidade, a rotulagem, os sabores. O cliente leva um kit mais completo, que representa a nossa região, e isso também ajuda a distribuir renda local”, afirma.

Essa lógica também se repete na Fazenda Ceita Corê, outro ponto estratégico do turismo de Bonito. Sendo um dos atrativos mais conhecidos do município, o local recebe visitantes de diversas partes do país e do exterior. Além das experiências ligadas ao ecoturismo, a fazenda também se tornou espaço de venda para produtos regionais.

Assistência Técnica e Gerencial do Senar/MS foi fundamental para adequação de exigências de órgão competentes para legalização (Foto: Michael Franco)

À frente do negócio, Rafael Carvalho destaca que a comercialização desses itens de produtores atendidos pelo Senar/MS fortalece não apenas a experiência do turista, mas toda a cadeia produtiva local.

“A gente sempre tem que enaltecer os produtores próximos. A gente vê a dificuldade de todo mundo e, podendo ajudar, a gente quer ajudar. Hoje estamos consolidados, então por que não ajudar outros a consolidar também? Isso é importante não só para o nosso atrativo, mas para o entorno todo. No fim, tudo gira a economia”, pontua.

Qualificação e conquistas impulsionam o setor

Os resultados desse trabalho integrado também aparecem em conquistas recentes das agroindústrias atendidas pela ATeG do Senar/MS. Na Fazenda Ceita Corê, o doce de leite produzido na propriedade rural conquistou o Selo Arte, certificação que permite a comercialização em todo o território nacional e atesta o cumprimento de rigorosos padrões sanitários e de qualidade.

Com presença do Senar/MS, doce de leite que era receita de famíla servida nas sobremesas do atrativo turístico se tornou produto único e comercializável (Foto: Michael Franco)

Já a Cachaçaria DiBonito vem acumulando reconhecimento em concursos especializados. Recentemente, a marca conquistou medalha de prata em uma avaliação internacional, resultado que, segundo Júnior, reflete diretamente o processo de profissionalização impulsionado pela assistência técnica.

“A gente vai se profissionalizando e buscando destaque no mercado. Um selo desses mostra que estamos no caminho certo, com um produto adequado, avaliado por especialistas e pronto para atender melhor o cliente”, destaca.

Para a coordenadora da ATeG Agroindústria do Senar/MS, Camila Lima, o avanço das empresas da região está diretamente ligado à combinação entre qualificação técnica e articulação de mercado.

“O que vemos hoje em Bonito e região é o fortalecimento de uma rede colaborativa entre as agroindústrias, onde um empreendedor impulsiona o outro. Nossa ATeG transforma produtores em empresários, que passam a compreender a importância e a relevância de valorizar os produtos regionais e fomentar a economia local de forma a beneficiar tanto os produtores quanto os consumidores, que recebem um produto com garantia de qualidade e segurança alimentar, além de ampliar a geração de renda e fortalecer a identidade da região”, afirma.

Certificação recebida permite comercialização nacional dos produtos artesanais e amplia oportunidades de mercado (Foto: João Carlos Castro)

Na mesma linha, a técnica de campo do Senar/MS, Emylia Gabriela, ressalta que o acesso a certificações e a outros mercados é resultado de um trabalho contínuo. “Meu compromisso é garantir que o produtor tenha as ferramentas certas para evoluir. O acesso a esses novos mercados é o prêmio para quem não teve medo de se profissionalizar”, explica.

Em uma cidade onde o turismo dita o ritmo da economia, a sazonalidade ainda é um desafio para quem produz e comercializa. Períodos de baixa visitação exigem estratégias para manter o fluxo de vendas e garantir a sustentabilidade dos negócios. Nesse contexto, iniciativas de cooperação entre os próprios produtores ganham ainda mais relevância.

“Na alta temporada é mais fácil, mas na baixa a gente precisa buscar alternativas, outros mercados. E essa união ajuda muito”, observa Júnior. Rafael reforça: “Quando a gente fortalece o outro, fortalece todo o sistema. Não é só sobre vender mais, é sobre fazer a economia girar para todo mundo”.

Em Bonito, a integração entre produtores atendidos pelo Senar/MS reforça que o desenvolvimento econômico regional se constrói de forma coletiva, com ganhos distribuídos entre quem produz, comercializa e recebe o turista.

Conheça

Você pode conferir as novidades da DiBonito Cachaça e da Fazenda Ceita Corê no Instagram. Basta clicar: DiBonito e Ceita Corê.

 

Fonte: Senar-MS

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