Durante cúpula da Agência Internacional de Energia Atômica, na França, o país endossa o compromisso em favor do uso responsável dessa fonte de energia e da ampliação do seu fornecimento em escala global..

Na semana em que realizou a segunda edição da Nuclear Energy Summit 2026, em Paris, capital da França, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) publicou a Declaração para Triplicar a Energia Nuclear, documento que teve a adesão de 38 países, incluindo o Brasil, sinalizando a existência de uma ambição dos governos, indústrias e instituições financeiras de todo o planeta para elevar a capacidade global de geração dessa fonte energética até o ano de 2050.
Essa declaração foi lançada originalmente em 2023, durante a 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP28), sediada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, com o objetivo de fortalecer a segurança energética e atender à crescente demanda mundial por energia, especialmente por parte das empresas de tecnologia que, atualmente, já recorrem à fonte nuclear para abastecerem seus complexos de data centers.
Paralelamente, o documento também mobiliza as nações a avançarem na transição energética por meio de fontes de baixa emissão de carbono, favorecendo o cumprimento das metas climáticas de limitar a 1,5oC o aumento da temperatura até meados deste século, conforme o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável no 7.
O endosso do Brasil à mencionada declaração reforça o posicionamento do país em favor do desenvolvimento responsável da energia nuclear, em conformidade com os rígidos padrões de segurança, proteção e da não proliferação do uso armamentista dessa ciência.
Vale destacar que desde a década de 1960, quando os primeiros reatores nucleares entraram em operação, o Brasil passou a dominar o ciclo do combustível nuclear, da mineração de urânio à fabricação de combustível:
“A adesão do Brasil à Declaração para Triplicar a Energia Nuclear até 2050 é um passo importante e coerente com o movimento global de descarbonização e de fortalecimento da segurança energética. A energia nuclear tem um papel estratégico nesse contexto, porque oferece geração estável, de baixa emissão de carbono e complementar às fontes renováveis, que são essenciais, mas dependem das condições climáticas”, afirma a chefe da Coordenação de Pesquisa e Desenvolvimento do IEN/CNEN, Dra. Maria de Lourdes Moreira.
A publicação desse documento, disponível no link abaixo, acontece em meio ao contexto de tensão no Oriente Médio após os Estados Unidos e Israel realizarem um ataque conjunto contra o Irã, no fim de fevereiro, tendo como um das justificativas combater o avanço do programa nuclear iraniano, já criticado pela AIEA por descumprir os regulamentos internacionais de segurança nuclear, realizando, entre suas atividades, o enriquecimento de urânio acima de 60%.
ACESSE A DECLARAÇÃO PARA TRIPLICAR A ENERGIA NUCLEAR NO MUNDO
Fonte: Instituto de Engenharia Nuclear – IEN

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