Simone Tebet: concessão da Rota da Celulose amplia a integração regional e melhora as condições de um dos principais corredores rodoviários de Mato Grosso do Sul

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Por Matheus Rios | A Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, participou (2/2), em Campo Grande (MS), da apresentação técnica do contrato de concessão da Rota da Celulose.

Foto: divulgação MPO

O projeto, de iniciativa do governo do estado em parceria com o Governo Federal, tem como objetivo promover o transporte da produção industrial e a cadeia produtiva de celulose no leste do Estado, assim como facilitar o escoamento da produção agroindustrial do Centro-Oeste.

A concessão terá duração de 30 anos, engloba 870 quilômetros e prevê cerca de R$ 7 bilhões em investimentos em obras de infraestrutura, além de aproximadamente R$ 3 bilhões em custo operacionais ao longo da duração da concessão, totalizando R$ 10 bilhões.

Fundamental para a logística da indústria de celulose, o projeto vai contribuir ainda para a melhoria das condições de tráfego em um dos principais corredores rodoviários de Mato Grosso do Sul.

Tebet durante leilão de concessão da Rota da Celulose (2025),  disse que duas de suas rodovias integram a Rota Bioceânica de Capricórnio. Fotos: Saul Schramm/Secom

Em discurso, a ministra Tebet lembrou os principais momentos históricos da instalação das empresas e da expansão das rodovias da região, que viabilizaram a Rota da Celulose.

“Este projeto é um projeto de muitas mãos… agora estamos conseguindo trazer a duplicação daquela que é a estrada que vai ligar o maior Estado da Federação Brasileira ao Estado do agronegócio, como o Mato Grosso do Sul, para poder ligar essa região à nossa rota bioceânica, que estará pronta até o final do ano”, afirmou.

Ela ressaltou ainda a importância dos investimentos, tanto do setor privado, quanto público, para que os projetos se tornassem viáveis: “Nós estamos falando de desenvolvimento que vamos trazer ainda mais e ainda melhor para o nosso querido Estado de Mato Grosso do Sul. Mais investimentos públicos federais serão necessários e mais investimentos privados serão necessários”, disse a ministra.

A ministra avaliou ainda que o Brasil não pode perder oportunidades de crescimento que estão à porta, como a questão da energia limpa, que é um grande ativo nacional e, também, as terras raras.

Por fim, a ministra agradeceu ao governo do Estado e destacou a importância da união de esforços para o desenvolvimento do Mato Grosso do Sul, que ocupa hoje o terceiro lugar de Estado com menor índice de pobreza e o segundo lugar em crescimento do Produto Interno Bruto em 2025.

Rota da Celulose

A rota é chamada “da celulose” pois as estradas são próximas das grandes fábricas instaladas no Estado nos últimos anos, como as unidades da Suzano, em Ribas do Rio Pardo, e da Eldorado Brasil, em Três Lagoas. A Rota, concedida ao setor privado, é composta por cinco trechos rodoviários que cortam o Mato grosso do Sul, abrangendo os municípios de Campo Grande, Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo, Água Clara, Bataguassu, Nova Andradina, Nova Alvorada do Sul e Santa Rita do Pardo.

 

Fonte: Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO)

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