Senado retoma votações e aprova isenção de IR para quem recebe até dois salários mínimos

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Líder do PP, Tereza Cristina (MS), que apoia as pautas da oposição, participou das negociações para retomada dos trabalhos.

Senadores da oposição concedem entrevista coletiva. Em destaque, senadora Tereza Cristina (PP-MS). Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Com o fim da obstrução da oposição, o plenário do Senado aprovou nesta quinta-feira, 07/08, em votação simbólica, a isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para quem recebe até dois salários mínimo – o que equivalente a R$ 3.036.

O Projeto de Lei (PL) 2.692/2025 segue para a sanção presidencial. A isenção valerá a partir do mês de maio do ano-calendário 2025.

A líder do PP, senadora Tereza Cristina (MS), apoiou a oposição, mas, ao mesmo tempo, trabalhou para que o Senado retomasse a normalidade da pauta. “Acho que foi muito boa a reunião ontem com o senador Davi. Nós abrimos o diálogo novamente e hoje nós estamos aqui, a casa reabre, para as votações normais, mas com algumas pautas que nos são caras e que foram colocadas à mesa”, disse a líder.

“Agora nós vamos seguir, esse é só o início de um trabalho que a oposição vem fazendo. Os nossos eleitores, aqueles que nos colocaram aqui, querem que a gente vote alguns temas polêmicos – para ganhar ou para perder”, completou. “A votação precisa acontecer e é isso que a gente pediu, eu acho que se abriu esse caminho”, concluiu.

Na sessão desta quinta, senadores de oposição apresentaram emendas que pediam a extensão da isenção do IRPF para quem recebe até R$ 7,3 mil, mas elas foram rejeitadas pela relator Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo. O senador ponderou que o assunto já é tratado em um projeto de lei em análise na Câmara, sob relatoria do deputado Arthur Lira (PP-AL).

O PL 1.087/2025 é de autoria do próprio governo e isenta de Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil por mês a partir de 2026.

O relatório de Lira eleva de R$ 7 mil para R$ 7.350 a renda máxima que terá redução parcial do IR. Jaques convenceu os demais senadores, argumentando que existe a previsão de esse texto ser votado pela Câmara já na próxima semana.

 

Fonte: Assessoria de comunicação da Senadora|Com informações da Agência Senado

 

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