As obras da segunda fase da Rota Bioceânica avançam não apenas com a consolidação de sua estrutura viária, mas também sob rigorosos controles ambientais que garantem a proteção da biodiversidade e do delicado ecossistema do Chaco em todas as etapas do projeto.

A engenheira Doris Dávalos, técnica ambiental de campo, explicou que há um monitoramento constante nas áreas de extração de solo. “Sou responsável por inspecionar as áreas emprestadas para garantir que não haja ninhos, fauna predominante ou que estejam localizadas em áreas de reserva ou serviços ambientais”, disse ela.

Ele também destacou a gestão responsável dos resíduos gerados no acampamento, tanto sólidos quanto perigosos. “Mantemos monitoramento contínuo, elaboramos relatórios mensais e realizamos passeios de observação da vida selvagem, pois sua presença influencia diretamente no planejamento das atividades”, acrescentou.

O Lote 2 abrange aproximadamente 59 quilômetros na área de Mariscal Estigarribia e está sendo desenvolvido pelo Consórcio Chaco Norte. Sua construção faz parte do terceiro trecho da Rota PY15, que abrange 224 quilômetros estratégicos do Chaco Paraguaio e representa uma das iniciativas mais significativas para fortalecer a conectividade regional.

Visão geral da seção em construção
O terceiro trecho tem 224 quilômetros de extensão e está dividido em quatro lotes: Lote 1, sob o Consórcio Pacífico (54 km); Lote 2, sob o Consórcio Chaco Norte (59 km); Lote 3, sob o Consórcio CDD Construcciones (55 km); e Lote 4, sob o Consórcio TCR (52 km).

Esses projetos constituem uma das principais rotas de integração regional que atravessa o coração do Chaco paraguaio, fortalecendo o vínculo logístico entre os oceanos Atlântico e Pacífico e posicionando o país como um centro fundamental para o comércio continental.
Fonte: Mopc-PY


