Da capital argentina, a ministra de Obras Públicas e Comunicações, Claudia Centurión, destacou o passo fundamental dado pelo Paraguai com a assinatura de um Memorando de Entendimento com a Argentina para avançar nos estudos do Gasoduto Bioceânico, projeto estratégico que conectará a formação de Vaca Muerta com o Paraguai e o Brasil.

“Integração energética para nossos países. Aqui em Buenos Aires, estamos concluindo esta agenda bem-sucedida que temos promovido por meio do Ministério de Obras Públicas e Comunicações, em apoio ao Presidente Santiago Peña. Estamos muito satisfeitos com a assinatura que conseguimos concluir ontem em conjunto com o Ministério da Indústria e Comércio e o Ministério da Economia da Argentina”, disse o Secretário de Estado.
O titular do Ministério de Obras Públicas e Obras Públicas (MOPC) enfatizou que o gasoduto é uma prioridade para o governo paraguaio e que serão realizados trabalhos técnicos e coordenados para sua pronta implementação.
“Estamos comprometidos em formar um grupo de trabalho técnico para tornar este projeto realidade no menor tempo possível e impulsionar o desenvolvimento do nosso país de mãos dadas com o Chaco Paraguaio”, afirmou.
Acordo de energia
A assinatura do acordo bilateral ocorreu no âmbito da 66ª Cúpula de Presidentes do Mercosul, realizada em Buenos Aires, onde os líderes da Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai reafirmaram seu compromisso com uma integração energética mais profunda e sustentável.

Os chefes de Estado concordaram que a transição energética deve ser “justa e inclusiva”, destacando o papel fundamental do gás natural e da energia renovável na construção de uma matriz energética diversificada e segura.
Antes do início oficial da cúpula, o presidente Santiago Peña manteve uma reunião bilateral com seu homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, na qual discutiram o Gasoduto Bioceânico e sua importância para o fortalecimento da integração energética regional.
Ambos os líderes concordaram com o valor estratégico do projeto para o fornecimento de gás a preços competitivos, a criação de empregos e o desenvolvimento do Gran Chaco.
Peña Nieto informou que também discutiram a Rota Bioceânica, outra iniciativa de grande porte que visa conectar o sul do Brasil, o Chaco paraguaio e o noroeste da Argentina com os portos do norte do Chile.
“O enorme potencial que este corredor tem para transformar a logística e a economia da nossa região é uma prioridade compartilhada com o Brasil”, disse o presidente paraguaio.
Uma visão comum para o desenvolvimento energético regional
Os presidentes Javier Milei (Argentina), Luis Arce (Bolívia), Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Santiago Peña (Paraguai) e Yamandú Orsi (Uruguai) reafirmaram a necessidade de promover projetos de interconexão energética, impulsionar investimentos em infraestrutura e harmonizar regulamentações para atrair capital que permita o desenvolvimento de projetos importantes, como o Gasoduto Bioceânico.
Eles também enfatizaram a importância de fortalecer os laços entre os setores público e privado para garantir um fornecimento de energia competitivo e previsível para residências e indústrias no bloco.
Fonte: Mopc-PY



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