Povo Kadiwéu leva a força do Pantanal e dos saberes ancestrais à COP30 em participação histórica

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Pela primeira vez na história das Conferências do Clima da ONU, o povo Kadiwéu, guardiões de um dos territórios mais ameaçados pela crise climática, esteve oficialmente na COP30.

Benilda, Eudes e Rosi (equipe Kadiwéu do Pantanal na Cop30). Foto: Alicce Rodrigues

A presença inédita transformou Belém também em palco para que fogo, território, arte, educação e ancestralidade pantaneira fossem ouvidos pelo mundo, e a participação ganhou corpo em cinco vozes que atravessam o Pantanal de diferentes maneiras.

Diretamente de Porto Murtinho (MS), Eudes Abicho, cacique da Aldeia Tomázia e brigadista indígena do Prevfogo/Ibama, levou a experiência de quem convive com o fogo diariamente. Rosi Kadiwéu compartilhou a sensibilidade de transformar a educação em território vivido. Benilda Vergilio Kadiwéu apresentou as cores, os grafismos e a força das artistas de seu povo.

Junto delas, Kamilly Matchua, estudante da Licenciatura Intercultural Indígena da UFMS, e Audemar Nunes, artesão, ampliaram o olhar da juventude e da criação Kadiwéu nos espaços da conferência.

Kamilly Matchua e Audemar Nunes.Foto: Alicce Rodrigues

A participação da delegação na COP30 foi viabilizada por meio do projeto Vidas e Vozes Kadiwéu, realizado pelo Instituto Terra Brasilis (ITB) em parceria com a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental. A degradação hídrica e o fogo descontrolado afetam diretamente a vida, a economia tradicional e a preservação cultural dos Kadiwéu.

Sobre o projeto Vidas e Vozes Kadiwéu

O projeto, realizado pelo Instituto Terra Brasilis em parceria com a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, fortalece a governança territorial e o protagonismo Kadiwéu diante dos desafios climáticos no Pantanal. Atua com lideranças locais, brigadistas, associações indígenas, jovens e mulheres em frentes como: manejo integrado do fogo; cultura, arte e memória ancestral; comunicação e gestão comunitária; inovação social e empreendedorismo.

Foto: Alicce Rodrigues

Entre as ações concretas no território estão as construções de viveiros comunitários, fortalecimento das infraestruturas de associações indígenas do território, formação de brigadistas e produção de cartilhas bilíngues sobre fauna e flora no idioma Kadiwéu.

A ida inédita do povo Kadiwéu à COP30 marca um passo fundamental para que suas vozes estejam organizadas e ocupem, cada vez mais, os espaços onde o futuro do clima é decidido.

 

Fonte: Assessoria de imprensa | terrabrasilis

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