Dia da Onça-Pintada comemorado com ações para a conservação da espécie

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Neste sábado, 29 de novembro, celebrou-se o Dia Internacional da Onça-Pintada, instituído em 2018 na Conferência das Nações Unidas das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP14).

Foto: Itaipu Binacional divulgação

ITAIPU une-se à celebração e presta homenagem a este predador emblemático que habita as florestas do Paraguai.

No Centro Ambiental Tekotopa da Itaipu Binacional, três onças-pintadas estão sob cuidados humanos. Bota, um macho de 14 anos, e Luna, uma fêmea de 7 anos, podem ser vistos pelo público na Trilha da Onça-Pintada. Kunumi, um macho de 5 anos, está no Centro de Pesquisa da Vida Selvagem (CIASI).

O primeiro desses animais chegou a Tekotopa após nascer sob cuidados humanos no Zoológico de Encarnación. Os demais foram acolhidos pela entidade binacional de Itaipu após serem resgatados do tráfico de animais silvestres.

Foto: Itaipu Binacional divulgação

“Eles não podem ser devolvidos à natureza, porque, tendo sido retirados da natureza ainda muito jovens, não aprenderam a caçar ou a se defender”, explicou María Elva Viveros, responsável pelos grandes felinos da entidade.

Sobre o papel que os animais desempenham no centro ambiental, Marcela González, integrante da equipe de tratadores de grandes felinos, afirmou que “eles são embaixadores de suas espécies, ajudam a conscientizar o público e são um símbolo dos esforços de conservação para proteger a espécie e seu habitat”.

Foto: Itaipu Binacional divulgação

A educação como ferramenta de conservação

No Paraguai, as onças-pintadas habitam a região do Chaco e os remanescentes da Mata Atlântica do Alto Paraná (BAAPA). O tráfico dessa espécie para o comércio de animais de estimação, a caça ilegal, a predação e a fragmentação acelerada do habitat levaram a população selvagem desse mamífero a um declínio crítico. Hoje, elas são consideradas ameaçadas de extinção.

“Em nosso trato diário com os animais, a segurança é primordial. Evitamos rigorosamente o contato direto, pois eles não são animais de estimação”, comentou o tratador Eduardo Ayala.

Viveros, por sua vez, afirmou que nenhum animal selvagem é um animal de estimação, mas existe um perigo particular quando se trata de espécies predadoras como a onça-pintada. “Elas sempre manterão esse instinto selvagem, não importa quanto tempo fiquem sob cuidados humanos”, acrescentou Viveros.

Foto: Itaipu Binacional divulgação

González também enfatizou que, na natureza, eles desempenham um papel crucial na regulação do ecossistema. “Aqui, nosso objetivo é educar o público e conscientizá-lo de que, graças a eles e a outros predadores importantes, é possível manter o equilíbrio nas florestas”, concluiu González.

 

Fonte: Itaipu Binacional 

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