A construção do Rota Bioceânica, que atravessa o Chaco Paraguaio de Carmelo Peralta até a fronteira de Pozo Hondo com a Argentina, avança com importantes ações ambientais no terceiro trecho da Rota PY15.

Este trecho de 224 quilômetros está sendo construído em quatro lotes e é um componente-chave da rodovia estratégica que conectará os oceanos Atlântico e Pacífico.
Assim como os demais trechos, o projeto busca minimizar seu impacto nos ecossistemas do Chaco.
Travessias seguras para a fauna do Chaco
Um dos destaques do projeto é a adição de travessias de vida selvagem, estruturas projetadas para permitir travessias seguras de animais e reduzir o risco de acidentes rodoviários.

No Trecho 1, que se estende de Carmelo Peralta a Loma Plata (275,7 quilômetros já concluídos), foram construídas 13 travessias de vida selvagem. No Trecho 2, atualmente em fase inicial de estudos e socialização, estima-se a instalação de aproximadamente 15 travessias para grandes mamíferos. Este trecho abrange mais de 100 quilômetros da Rota PY15, entre as Rotas D093 e PY09, e inclui acesso a Loma Plata, Filadélfia e Mariscal Estigarribia.
Enquanto isso, no Trecho 3, atualmente em construção, está prevista a construção de mais 13 passagens de vida selvagem. De acordo com o relatório da Diretoria de Gestão Socioambiental (DGSA) do MOPC, o Lote 1 tem quatro pontos estratégicos definidos, o Lote 2 tem cinco, o Lote 3 tem quatro passagens planejadas e o Lote 4 está em processo de redefinição de sua proposta para alinhá-la aos estudos ambientais atualizados.
Medidas ambientais e participação social
Além dessas estruturas, o projeto inclui planos de reposição florestal que incluem reflorestamento, regeneração natural e aquisição de serviços ambientais. Os Lotes 1 e 2 já possuem estoques com mais de 14.000 mudas a serem repostas, o Lote 3 contempla a indenização de 635 árvores e o Lote 4 ainda não apresentou sua proposta final.

A equipe socioambiental do Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC) também está desenvolvendo oficinas participativas com comunidades indígenas e autoridades locais, além de Planos de Ordenamento do Território (PUT) e medidas de proteção social. Essas ações buscam garantir que o desenvolvimento da rodovia respeite o ambiente social e cultural.
Outro aspecto importante é a capacitação de trabalhadores e técnicos em patrimônio cultural e ambiental, garantindo que as obras sejam realizadas seguindo os protocolos de proteção de sítios arqueológicos e históricos. Além disso, a maioria dos acampamentos, áreas de empréstimo e poços artesianos possui licenças ambientais pendentes ou já aprovadas pelo Ministério do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (MADES).
A construção do Trecho 3 está sendo realizada por diversos consórcios: o Consórcio Pacífico (Lote 1), o Consórcio Chaco Norte (Lote 2), a CDD Construcciones SA (Lote 3) e o Consórcio TCR (Lote 4). Uma vez concluído, o Corredor Rodoviário Bioceânico não só facilitará o comércio e a integração regional, como também estabelecerá um precedente para a infraestrutura com foco ambiental no Paraguai.
Fonte: Mopc-PY



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