Comunidades indígenas estão envolvidas na construção da Rota Bioceânica

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Nove comunidades indígenas localizadas na área de influência do Lote 1 da Seção 3 da Rota Bioceânica estão participando ativamente do planejamento e execução do projeto, garantindo que o projeto não apenas conecte territórios, mas também respeite a cultura local e as necessidades dos habitantes do Chaco.

Foto: Mopc-PY divulgação

No complexo de comunidades de Santa Teresita estão os povoados Guarani (Occidental-Guarayo) Centro, Nivaclé (San José), Guarani (San Patricio, Santa Elena, Villa Belén e San Lázaro). A eles se somam o Guaraní urbano (Guarayo), a comunidade Dies Cué da mesma etnia e a área Abizai do povo Manjui.

Foto: Mopc-PY divulgação

O engenheiro agrônomo Carlos Aliendre, especialista social e indígena do Lote 1, destacou a abordagem intercultural que acompanha o projeto: “Damos atenção especial ao relacionamento com cada comunidade e com os vizinhos do outro lado da rua, mantendo-os informados. Comunidades menonitas e brasileiras também estão presentes, onde o respeito entre todos os atores locais é primordial no desenvolvimento do nosso trabalho”, observou.

Planejamento participativo e seção estratégica

A participação comunitária é articulada com o Plano de Ordenamento Urbano e Territorial (POUT), promovido pelo Ministério do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (MOPC), pela Prefeitura de Mariscal Estigarribia e pelo Ministério do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (MADES). Por meio de oficinas de diagnóstico e caracterização, o objetivo é integrar as aspirações sociais e culturais dos moradores ao planejamento, promovendo um desenvolvimento sustentável com identidade própria.

Foto: Mopc-PY divulgação

O Lote 1 se estende por 53,8 quilômetros, entre os km 102,5 e 156 da Rodovia PY15, sob a responsabilidade do Consórcio Pacífico, composto pela EDB Construcciones e Enrique Díaz Benza Cano, com supervisão do Ministério de Obras Públicas (MOPC). Este trecho faz parte da Seção 3 do Corredor Rodoviário Bioceânico, que abrange 224 quilômetros de Mariscal Estigarribia a Pozo Hondo, divididos em quatro lotes. O projeto conectará o porto de Santos (Brasil) ao porto de Antofagasta (Chile), atravessando o Paraguai pela região do Chaco Central, reduzindo o tempo de logística, impulsionando o comércio e impulsionando o desenvolvimento econômico nacional.

Foto: Mopc-PY divulgação

Os cidadãos interessados em tirar dúvidas ou registrar reclamações relacionadas às obras do Lote 1 podem entrar em contato pelo *TIGO 3030, que funciona como canal de atendimento direto durante a execução do projeto.

 

Fonte: Mopc-PY

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